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quarta-feira, 16 de março de 2011

"CINQUANTAMILA GIORNI"

Por Gildo Birardi.

Bandeira do Reino da Italia, criada dias após a unificação

A ITALIA comemora hoje os 150 anos da sua unificação. Há cinqüenta mil dias (54750), a ITALIA se tornou uma nação unificada, sobre a mesma bandeira, cantando o mesmo hino, São todos "irmãos da Italia... por que foi como a escrava de Roma que DEUS a criou", como diz o Inno di Mameli,  hino da Italia, que apesar de ter sido criado em 1946, no pós segunda guerra mundial, já com a República instituida, traduz bem este sentimento da Italia como um povo unificado.
A unificação Italiana teve como data emblemática o dia 17 de março de 1861, quando foi proclamado o Reino da Italia por Vittorio Emanuelle II, proclamado Rei da Italia, cuja primeira capital foi Turim.
Todo este processo político de unificação dos diversos Reinos e Estados Pontítices que pertenciam a Igreja Católica, localizados na península itálica contou com a participação de Giuseppe Garibaldi, que foi um dos líderes da revolução Farroupilha, movimento repúblicano separatista ocorrido no Rio Grande do Sul.
Portanto Garibaldi era um Repúblicano convícto mas constribui para a formação do Reino da Italia, unificado, reconhecendo a legitimidade do titúlo do Rei de Vittorio Emanuelle II.
Esta característica marcante de ter sido a Itália um país formado por diversos reinos, contribuiu para esta maravilhosa diversidade cultural, e de dialetos que quase chegam a ser idiomas diferentes do Italiano, que ainda são falados de Norte a Sul da "Bota".
Toda esta riquesa e diversidade cultural que tornam o povo Italiano um dos mais criativos e inventivos do mundo, é plenamente justificada por um sábio ditado em Latim que diz: ""Varietas delectat" - A diversidade das coisas é que nos encanta.... e é assim  a cultura italiana, rica e diversa.
Este ano é de grandes comemoraçõe pelos 150 anos da Unificação, na Italia, no Brasil, com o "Ano da Italia no Brasil" e em diversas partes do mundo, onde existem descendentes de Italianos, que nós da Taberna di Baco, possamos comemorar com muitos Supetoscanos, Chianti, Barbarescos, Barolos,  Brunellos... 
Viva a ITALIA!


Postado por Gildo Birardi

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

FICANDO MAIS VELHO? A SORTE É NOSSA!!! PARABÉNS TABERNA DI BACO PELO SEU 4º ANIVERSARIO.

O BRASÃO DA TABERNA DI BACO.
QUERO FAZER UM AGRADECIMENTO ESPECIAL A TODOS OS TABERNEIRO QUE NÃO DEIXARAM A PETECA CAIR NESTE 4 ANOS E A MELHOR FORMA QUE ENCONTREI FOI
APRESENTANDO-OS!
O TABERNEIRO GILDO COM SUA ESPOSA ANGÉLICA
E SEU FILHO VALENTINO.

FILHO DE GILDO BIRARDI , FILIPPO BIRARDI.

OS TABERNEIROS RODRIGO CACHOLI COM SUA ESPOSA
KELLY VIANA E SUA FILHA MARIA GABRIELA E NO COLO 
O PEQUENO AFILHADO VALENTINO BIRARDI.

OS TABERNEIROS CEZAR E MIRIAN.

OS TABERNEIROS REBERSON E SUA ESPOSA DENISE COM SEUS FILHOS LORENZO
E AS GEMEAS A CAMINHO.
( QUE VENHAM COM MUITA SAÚDE!!!)

O TABERNEIRO CACCÁ.


OS TABERNEIROS CABRAL E SUA ESPOSA FLÁVIA COM
O PEQUENO JOÃO VITOR.
(SAUDADE!!!)

OS TABERNEIROS PRETO COM SUA ESPOSA ALICE.
( ESTA FALTANDO A FOTO DO PEQUENO MARCOS VINICIUS!!!)
QUANDO PUDER MANDE UMA FOTO PARA POSTAR!

PARABÉNS A TODOS TABERNEIROS!
PARABÉNS A TABERNA DI BACO!!!



RODRIGO CACHOLI.







 
  

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

CARNAVAL E VINHO!!!

A grande festa se aproxima e achei propício o tema.

No Carnaval o que menos se quer é pensar, é hora apenas de brincar. O vinho, nas últimas décadas teve sua imagem associada à sofisticação, complexidade e reflexão, perdendo um pouco o caráter de bebida alimentar, popular e mística. Ao vestir a fantasia, armar-se de confete e serpentina e partir para a folia, ou ao sacar a rolha e encher a taça, esquecemos que Carnaval e vinho têm origens comuns, no mesmo espírito profano e irreverente.
O termo “carnaval” tem origem polêmica. Pode ter vindo do latim carnem leváre (abstenção de carne) ou de carne, vale! (carne, adeus!), que designavam a quarta-feira de cinzas e anunciavam a supressão do consumo da carne devido à Quaresma. Existe, ainda, uma terceira versão, menos aceita, com gênese na expressão latina carrus navalis (carro naval), por associação à carreta em forma de barco usada nas festas populares da antiga Roma.
A festa de Carnaval teria nascido da Festa de Osíris, deus do vinho no antigo Egito, que marcava o recuo das águas do Nilo e a fertilidade da primavera. Festejos semelhantes aconteciam na Grécia, em homenagem à Dionísio e em Roma, com os bacanais, saturnais e lupercais, que festejavam os deuses Baco, Saturno e Pã.
A tradição ainda é comemorada em diversos países, como França (Paris e Nice), Itália (Veneza e Roma), Alemanha (Nuremberg e Colônia), Austrália (Sidney), Canadá (Québec) e Estados Unidos, em Nova Orleans (desde 1857), onde tem origem francesa e é chamado de Mardi Gras (terça-feira gorda). Sem esquecer, é claro, do Brasil, onde teve início no Rio de Janeiro por volta de 1840 e hoje acontece em todo o país. Manteve-se o espírito inicial da festa: mistura de classes, irreverência, brincadeiras e sensualidade.
O deus grego Dionísio, também chamado de Baco, morria à cada colheita: pisando-se as uvas, sacrificava-se o deus. O suco era guardado até o fim do inverno, quando, então, Dionísio renascia em forma de vinho. Morte e renascimento de um deus, simbolizando a ressurreição da natureza e a fertilidade da terra, é um tema religioso antigo, comum a todas as civilizações. Este era, contudo, um caso muito particular, pois o deus era realmente bebido por seus adoradores e, ao penetrar-lhes o corpo efetivamente proporcionava alegria à suas almas.
Dionísio, junto com Apolo, formam a dicotomia mitológica grega dos opostos, emoção e razão. Apolo é um atleta e um cientista. É o belo, puro, equilibrado, sóbrio, defensor da lei e da ordem. Já Dionísio/Baco é passional, tem natureza instintiva, desinibida, entusiástica, criadora e desafiadora. Pouco lembrado é o fato deste não ser apenas o deus do vinho, mas também da fertilidade, da dança, do teatro e da música. O primeiro teatro do mundo foi construído no século IV a.C., na encosta oriental da acrópole de Atenas, Grécia. Comportava 14 mil pessoas, que vinham participar dos ritos dionisíacos da primavera.
Para o filósofo alemão Nietzsche, Dionísio é a própria essência da música. Esta, a mais pura das artes, não tem substância. Suas vibrações são uma sensação física, mas ela é invisível e impalpável. A música não nomeia coisas, como a linguagem verbal faz, atravessa assim barreiras defensivas da consciência e toca em pontos profundos da psique. Por isso é capaz de provocar, dionisiacamente, adesões apaixonadas ou recusas violentas, aparentemente inexplicáveis.
Seguindo este espírito, festas como o Carnaval assumem uma variada gama de aspectos do universo dionisíaco. A festa torna-se um território independente, de corpos semi-nús, música, bebidas, fantasias, alegria e despreocupação com o amanhã.
A sabedoria, contudo, está em ser ao mesmo tempo Apolo e Dionísio, numa assemblage adequada a cada momento, dentro da diversidade de cada ser humano. O mesmo vinho que aquece nossos corações, nos embriaga. Os gregos, um povo culto, viam estes fatos com lucidez, como disse Eubulus (355-346 a.C.), administrador de Atenas: “As 10 taças de vinho: eu preparo três para o moderado, uma para a saúde, que ele sorverá primeiro, a segunda para o amor e o prazer, e a terceira para o sono. Quando essa taça acabar, os convidados sábios irão para casa. A quarta é a menos demorada, mas é a da violência. A quinta é a do tumulto, a sexta a da orgia, a sétima a do olho roxo, a oitava é a do policial, a nona a da ranzinzice e a décima a da loucura e da quebradeira”.


MATÉRIA RETIRADA DO BLOG
MARCELO CAPELLO.
(fantástica matéria, muito obrigado)
RODRIGO CACHOLI. 




terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

MANJERICÃO!!! "SABOR E AROMA EM NOME DO AMOR"

MANJERICÃO

PARA QUE O MOLHO AO SUGO FIQUE COM AQUELE PERFUME E GOSTO INIGUALÁVEL NÃO PODE FALTAR MANJERICÃO, ISTO TODOS JÁ SABEM, O QUE A MAIORIA NÃO SABE É QUE O MANJERICÃO TAMBÉM É CONHECIDO NA ITALIA COMO A PLANTA DO AMOR E NA GRÉCIA ANTIGA ERA USADA PARA CERIMÔNIAS RELIGIOSAS E FUNERAIS, NO MEXICO COMO TALISMàDO AMOR! VAMOS SABER UM POUCO MAIS DESTA PLANTINHA QUE AGUÇA O PALADAR E PERFUMA TODO O AMBIENTE.
MANJERICÃO CONHECIDO TAMBÉM COMO BASÍLICO E ALFAVACA TEM SUA ORIGEM NO MÉDIO ORIENTE  ATÉ O IRÃO (OFICIALMENTE REPÚBLICA ISLÂMICA DO IRÃO "IRÃ")

O Manjerico é a planta mais popular das festas de S. João, no Porto e de S. António em Lisboa. É uma importante erva aromática, sendo considerada sagrada pelos indianos e considerada uma erva dos namorados pelos romanos. Os italianos do sul, conservam a tradição dos antigos romanos, segundo a qual, oferecer um vaso com Manjericão a uma moça equivale a pedi-la em casamento. Devido à forma de suas folhas, (coração), era considerado símbolo do amor, na Itália, e do luto, na Grécia.
Há 4 mil anos, os hindus, percussores na cultura do manjericão, a exportaram para o Egipto. No século passado, o manjericão era usado pelos sapateiros para atenuar o cheiro do couro.

MEDICINA
Na medicina popular, as suas folhas e flores são utilizadas no preparo de chás por suas propriedades tônicas e digestivas, sendo frequentemente utilizadas no tratamento de enjôos, vômitos e dores de estômago.
São indicados ainda para problemas respiratórios e reumáticos. Em casos de estresse, exaustão e sintomas relacionados a eles (dor de cabeça, indigestão, tensão muscular, nevralgias etc.) ou de falta de memória e de concentração, o manjericão funciona como tônico.
A ação da erva é tanto anti-séptica quanto desintoxicante, ajudando o organismo a se restabelecer de todo tipo de infecção.
O chá quente reduz a febre e o muco no peito e no nariz, aliviando os sintomas de gripes, resfriados, congestão, tosse e dor de garganta.
As propriedades relaxantes agem nos tratos digestivo e respiratório e podem diminuir as cólicas, a prisão de ventre e a náusea e atenuar afecções como a asma e a tosse seca.

Nome científico: Ocimum basilicum
Nome comum: Manjericão
Nomes populares: Manjericão, Basílico, Manjerico, Manjericão de Folha-Larga, Alfavaca
Família: Lamiaceae
Origem: Médio Oriente até ao Irão


POSTADO POR.
RODRIGO CACHOLI.




                                                                                                                                      

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

VINHO DA SEMANA

Por Gildo Birardi

A produção inicial, de 25 mil garrafas, poderá ser encontrada em restaurantes, em casas especializadas e na própria vinícola.

Acostumada aos rótulos estrangeiros, especialmente os italianos, franceses, chilenos e argentinos, a Taberna di Baco sempre abre espaço para novos e supreendentes vinhos. Esta semana fiquei surpreso com um exemplar nacional, produzido pela Miolo. Confesso que a principio não me empolguei , e minhas espectativas não eram das mais entusiastas, ledo engano!
Tratava-se de um tinto elaborado com Cabernet Sauvignon e Merlot, safra 2005, cultivadas nos vinhedos de Raul Anselmo Randon, localizados na Região de Campos de Cima da Serra - Município de Muitos Capões - RS numa altitude de aproximadamente 1.000m.
Raul Anselmo Randon, é um renomado empresário gaúcho do ramo agroindustrial, connhecido por transformar em "ouro" todos os empreendimentos em que se arrisca. Certa vez, atendeu ao conselho de um grupo de franceses que cultivavam maças em Santa Catarina, que lhe disseram que a região poderia ser muito favorável a vinicultura. Ele resolveu experimentar, plantou 30 hectares e em parceria com a Miolo passou a produzir este premiado vinho.
A chave para o sucesso deste vinho foi o fato de que por estarem as parreiras localizadas em um região de maior altitude do que o Vale dos Vinhedos - RS, a uva deveria permanecer mais tempo nos vinhedo, o que acarretaria um maior acúmulo de propriedades e um consequente enriquecimento extra.
Resultado, um vinho excelente, Potente,de corpo intenso, muito bem pigmentado, um aroma marcante com presença da fruta e do carvalho envelhecido, característica dos vinhos de guarda. Possui taninos bem presentes, deixando um retro gosto muito prolongado.

Vinho de guarda, com estrutura para suportar vários anos de envelhecimento.
Cor intensa com alta concentração de pigmentos, com tonalidades que vão do rubi ao púrpura .

Degustei o vinho junto com minha esposa Angélica, meu irmão Chefe de Cozinha, enófilo e futuro sommelier Bruno Birardi, atualmente integrando a equipe de cozinha do restaurante do "Buddha Bar", que aliás teve uma ótima impressão deste vinho, e deu um parecer muito favorável.
Fica o recado então aos caros taberneiros :  em breve este vinho será degustado e fichado, e certamente entrará no "hall" dos grandes rótulo da Taberna di Baco.

Postado por Gildo Birardi.